Empregos de 6 horas por Dia

O Brasil possui uma série de leis e regras para formalizar o trabalho do brasileiro. A CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, surgiu em 1° de maio de 1943 (daí a comemoração do Dia do Trabalho) para regulamentar as profissões, direitos e deveres do trabalhador. Para consultá-la por completo, basta acessar o Decreto de Lei 5.452.

Por determinação legal, todos os profissionais devem trabalhar com carteira assinada, em qualquer carga horária. Por padrão e limite da CLT, um colaborador trabalha até 8 horas por dia com, no máximo, 2h extras.

Existem, no entanto, alguns cargos que limitam o período de trabalho em menos tempo. Para estes casos, o contrato recebe o nome de Tempo Parcial de Trabalho e tem regras específicas como menor tempo de férias e almoço de 15 minutos.

Entre as funções que se adéquam ao período de 6 horas estão digitador, telefonista, operadores cinematográficos e telemarketing. Alguns cargos de serviços públicos, como os bancários, também estão na lista. É comum muitos profissionais buscarem ofertas de trabalho com esta jornada para ter mais tempo para conciliar outras funções, como cursos e atividades extracurriculares.

A Lei do Estágio

Quem deseja contratar um estagiário para sua empresa deve seguir a lei e empregá-lo na jornada de 6h por dia. A Lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, foi criada justamente para regulamentar o estágio e não permite carga maior de trabalho que esta. Outra possibilidade é o contrato de meio período (4h diárias).
A única exceção para ter estagiários em “tempo integral” é em cursos que alternam a grade curricular entre teoria e prática. Os alunos têm períodos obrigatórios de trabalho, sendo dispensados da aula. Desta forma, podem trabalhar 8h por dia.

O grande problema, alvo de reclamação dos estudantes, está na bolsa oferecida. O salário geralmente é mais baixo, mesmo com funções e exigências de um profissional. Ainda assim, é importante passar pelo período universitário adquirindo essa experiência do estágio.